Alguns tiveram de conviver com a frustração de descobrir que haviam comprado entradas falsas e, assim, precisariam arrumar outra maneira de acompanhar o time em campo - fora aqueles que tinham bilhetes legais, só que, devido à invasão nas cadeiras, acabaram sendo barrados. Os portões foram fechados.
Já dentro do Maracanã, as coisas começaram a melhorar para os 84.848 torcedores que tiveram o privilégio de assistir ao duelo. A grande festa de recepção aos jogadores foi o cartão de visitas para uma festa que, mais tarde, tomaria conta das ruas do Rio de Janeiro.
É bem verdade que o gol do Grêmio, aos 21 minutos, e as notícias via telão da vitória parcial dos rivais Internacional e São Paulo calaram momentaneamente o Maior do Mundo. Mas a confiança dos rubro-negros parecia inabalável. O gol de David, aos 29, foi o que a torcida precisava para encarar a segunda etapa com ainda mais ânimo. Só faltava um.
Um misto de ansiedade, esperança e perturbação com fantasmas do passado. Seria outro desastre no Maracanã? Um para entrar para a lista que já tem Santo André, pela Copa do Brasil, e América do México, pela Taça Libertadores? O gol de Ronaldo Angelim, aos 24 minutos, foi o grito para aliviar a tensão e fazer a taça ficar ali, bem perto.
O tempo, que até então teimava em correr, deve ter se alongado no imaginário dos flamenguistas. Até o apito final, muita tensão e demonstrações de amor ao clube. No fim, a missão foi cumprida: 2 a 1 sobre o Tricolor gaúcho. Era hora de começar verdadeiramente a festa. A festa de comemoração do hexa.

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