Joel testa no Flamengo esquema ultraofensivo
Com um intervalo de cinco dias entre o clássico contra o Vasco e o jogo contra o Lanús, ele finalmente comandou um treinamento coletivo, o que não acontecia desde o dia 22 de março.
Rio de Janeiro - Talvez seja tarde demais — o time precisa vencer o Lanús e torcer por um empate entre Olimpia e Emelec, amanhã, para sobreviver na Libertadores —, mas o técnico Joel Santana pôde satisfazer ontem uma de suas principais queixas desde que assumiu o Flamengo.
Com um intervalo de cinco dias entre o clássico contra o Vasco e o jogo contra o Lanús, ele finalmente comandou um treinamento coletivo, o que não acontecia desde o dia 22 de março. Fechada à imprensa durante 90 minutos, a atividade serviu para o treinador testar alternativas que podem tornar o time mais ofensivo no decorrer do jogo contra os argentinos.
Com Ronaldinho Gaúcho participando pelo segundo dia consecutivo de um treino matinal, Joel manteve o trio de atacantes, com Deivid e Vágner Love, mas teve um problema: liberado pelo clube para comparecer a uma audiência judicial em São Paulo, o volante Willians não participou do coletivo. Sua ausência abriu espaço para testes. Na parte final da atividade, Joel experimentou formação com apenas um volante (Luiz Antônio), dois meias (Camacho e Bottnelli) e mais o trio de ataque. O goleiro Felipe, que faltou na segunda-feira, treinou normalmente ontem.
Como Willians deve poder jogar, esta formação testada ontem é uma alternativa caso o time esteja enfrentando dificuldade de derrotar o Lanús. Ganhar sua partida, como se sabe, é insuficiente para garantir a classificação. O lateral-esquerdo Júnior César admitiu que será impossível, durante o jogo no Engenhão, manter-se alheio ao que estará acontecendo em Assunção, no Paraguai, onde só um empate entre Olimpia e Emelec serve para o Flamengo.
— Uma hora ou outra é inevitável dar uma escapadinha para saber como está o outro jogo. O próprio torcedor vai nos fazer perceber isso durante o jogo.
Depender de outros resultados, ou seja, precisar alcançar um objetivo pelo qual estão impossibilitados de fazer qualquer coisa é uma situação que afeta alguns jogadores rubro-negros. Em um momento de sua entrevista, o atacante Deivid chegou a falar como se o Flamengo já estivesse eliminado.
— Era um título que todos nós queríamos conquistar —- disse o camisa 9, que continuou, ajustando o tom. — Não é questão de jogar a toalha. Mas é ruim depender dos outros, saber que, se não der empate lá, não adianta a nossa vitória. Mas temos esse 1% de chances, então há alguma esperança.
Adriano opera na sexta
O departamento médico do Flamengo marcou ontem a cirurgia de tornozelo de Adriano, a ser realizada na próxima sexta-feira. A intervenção será realizada pelos médicos Carlos Alfredo Jasmin e Joaquim Grava (médico do Corinthians que operou o atacante quando ele rompeu o tendão de Aquiles). A segundo cirurgia tornou-se necessária porque a cicatrização do tendão foi insuficiente, devido à pouca dedicação do Imperador no processo de fisioterapia.
Caso tudo ocorra dentro do previsto desta vez, Adriano precisará de cerca de dois meses para poder voltar aos treinos, e aí sim iniciar a recuperação de sua forma física.
— Vamos aguardar a cirurgia correr bem para falarmos da recuperação no pós-operatório — afirmou José Luiz Runco, médico do Flamengo.









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