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A eterna procura pelo 10



A procura do Flamengo por um camisa 10 continua. O clube já recebeu negativas de Diego e Riquelme, cogitou Rodriguinho – do América-MG – e após a chegada de Dorival Júnior, outros nomes começaram a surgir, como o de Rafinha, do Coritiba, e Pedro Ken, do Vitória.

Esses seriam, sem dúvida, bons jogadores, que somariam ao elenco rubro-negro. Mas, cá entre nós e com todo o respeito, são nomes pequenos demais para estamparem uma camisa que já foi vestida por Zico, Sávio e Petkovic. Talvez a melhor opção seja mesmo entregá-la nas mãos de promessas do clube, como Thomás, Adryan ou Mattheus. Pelo menos teríamos a certeza de que honrariam o manto sagrado.

Mas é a insistência na volta de um jogador que já vestiu a lendária 10 rubro-negra que me incomoda. Sim, Adriano. Por incrível que pareça, ainda há quem acredite na “volta por cima” do Imperador.

Como rubro-negra, torço para que isso aconteça, claro. Mas daí a acreditar que essa expectativa se torne real já é demais. Não duvido da capacidade técnica dele, nem da vontade que ele deve ter de voltar a jogar um futebol de alto nível. Ou pelo menos, jogar futebol. Mas há sempre algo que o atrapalha. E não é nada externo. O Adriano tem problemas psicológicos que vão além das questões futebolísticas. Quando parece que ele vai se dar uma nova chance, pronto, dá tudo para trás.

Após a segunda cirurgia no tendão de Aquiles, a notícia é de que, apesar de ter preferido não se tratar no Flamengo, está fazendo fisioterapia em uma clínica particular. Mais uma vez, parece que a coisa vai engrenar. No entanto, só o tempo dirá.

Que Adriano seria um ótimo nome para vestir a 10, ninguém duvida. Mas ele não deve recebê-la de mão beijada, pelo que já foi e já fez. Ele deve merecê-la. E para isso, ainda tem que provar muita coisa. Para mim, para você e, claro, para ele mesmo. Quem sabe assim veremos esse sorriso da foto novamente? 

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