Presidente interino, Helinho vive a sina de enfrentar turbulências no Fla
Com Patricia Amorim nas Olimpíadas, vice geral assume em momento complicado pela segunda vez e se coloca como escudo das vaias da torcida
Parecia simples: exercer uma antiga função durante dez dias. Mas nada é tão simples assim quando se trata da presidência do Flamengo. Ainda mais em um momento de turbulência. Com a viagem da presidente Patricia Amorim para acompanhar as Olimpíadas de Londres, desde semana passada, Hélio Ferraz, vice geral, assumiu o cargo interinamente. O telefone não para de tocar, ele acompanhou o time no empate em 0 a 0 com a Portuguesa, no Engenhão, e estava em São Paulo na derrota por 4 a 1 diante do Corinthians, no último domingo. Com seu estilo zen e conhecido como Super-Helinho, ele teve que assumir os poderes e brincou.
- Parece uma sina - afirmou Helinho, que sorriu quando questionado sobre os dias turbulentos na sua função interina.
Em junho, Hélio Ferraz ficou 72 horas no cargo, quando Patricia Amorim pediu licença com a alegação de motivos particulares. Na ocasião, o então técnico Joel Santana vivia um intenso processo de fritura nos bastidores do Rubro-Negro.
Quando Patricia Amorim teve que demitir Vanderlei Luxemburgo, Helinho também foi acionado. O dirigente participou da negociação para a chegada de Dorival Júnior. Mesmo que de forma interina na presidência, ele faz um pedido.
- A torcida não deve vaiar o time, a garotada. Se forem vaiar, se alguém fez alguma coisa errada, podem achar que fui eu – afirmou Helinho, que foi presidente do clube em 2002 e 2003, ao assumir o lugar de Edmundo dos Santos Silva, que sofreu processo de impeachment.
Ainda como presidente interino, Helinho trata da contratação de um diretor de finanças que trabalhará diretamente ligado ao futebol. O nome poderá ser anunciado nos próximos dias.
Nos últimos dias, Hélio Ferraz, que não tem cargo remunerado, se dividiu entre seus negócios pessoais e a presidência do Flamengo. Ele imagina que fará a função até o próximo domingo.
Nessa terça-feira, mais um problema. As linhas telefônicas da Gávea foram cortadas por falta de pagamento. Sem poder fazer chamadas, os aparelhos apenas recebiam.
Além de Patricia Amorim, Fernando Sihman, marido da presidente, que costuma agir no dia a dia do clube, também está em Londres.
Atual vice-presidente geral de Patricia, Helinho não participará da chapa da dirigente que tentará a reeleição no pleito que será realizado em dezembro.









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