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Para mim, um time de futebol muito se assemelha a um jogo de cartas. E no caso do Flamengo, essa analogia se faz ainda mais real. Calma, vou explicar.

A desculpa dada por torcedores - rubro-negros ou não - e até por profissionais do esporte, como jornalistas, é de que as recentes e fracas atuações do clube eram devidas ao elenco ruim. Claro, quando as coisas vão mal, nada mais normal do que apontar erros e culpados.

Eis que um novo treinador chega, tem tempo para trabalhar, promove as mudanças que acha necessárias, e aquele grupo, tido como ruim e limitado, surpreende. Não com uma atuação brilhante, o que no futebol brasileiro tem sido cada vez mais raro. Mas com um futebol convincente, jogado e conquistado coletivamente.

Na partida de ontem, diante do Figueirense, cada atleta sabia qual lugar do campo deveria ocupar. Cada um sabia sua função na equipe. Isso, unido à vontade de superar a fase ruim, pode levar um time longe. E que não me ouçam aqueles que diziam, e ainda devem estar espalhando por aí, que o Flamengo esse ano brigaria para não cair. Se continuasse com Joel, talvez. Mas não agora.

Dorival Júnior chegou ao rubro-negro com uma metodologia de trabalho diferente, que parece ter sido aceita pelo elenco. Na noite de quarta-feira (08), na fria Santa Catarina, o que mudou não foi só o resultado do jogo. A cara do time mudou. Na verdade, agora sim é um time.

Cácares entrou bem, com uma marcação eficiente e boa saída de bola, e não comprometeu quando foi improvisado na zaga. Luis Antônio segue como ótima opção de ataque pela direita, auxiliando Léo Mora também na defesa e o substutuindo à altura depois da expulsão. Felipe voltou bem, seguro no gol. E até Negueba! Mais seguro, correndo muito, como sempre, mas para os lugares certos. E o que falar de Vágner Love? Desencantou. E encantou novamente. Depois do primeiro gol e do peso tirado das costas, ficou até mais leve em campo. Como não víamos há oito jogos.

Não vou aqui dizer que nossos problemas acabaram, que uma vitória diante do lanterna vai mudar o rumo do Flamengo no campeonato. Mas é um bom começo. Agora sim, o Brasileiro começou para o rubro-negro.

E se você não entendeu ainda o que um baralho tem a ver com tudo isso, eu explico. As cartas que dois jogadores têm nas mãos são sempre as mesmas. O ás, o valete e o rei sempre estarão lá, mas só terão serventia se forem utilizados da maneira correta.  A diferença, nesse caso, está na inteligência de quem tem as cartas na mão.

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