Flamengo tem gestão coletiva, presidente ‘tímido’ e Wallim como mentor
A atual diretoria do Flamengo não é como as habituais. O discurso de que o modelo é mais importante que as pessoas é aplicado diretamente na forma como as decisões são tomadas na gestão. Embora seja guiada pelo discreto presidente Eduardo Bandeira de Mello, o grupo que comanda o Rubro-negro desde os últimos dias do ano passado conta com Wallim Vasconcellos como mentor, além de outros líderes.
O presidente, por sinal, é dono de um perfil bastante discreto. De pouca estatura, fala mansa e reservado, o mandatário aparece publicamente em raras ocasiões. Seu nome foi sugerido para o cargo mais alto da hierarquia rubro-negra por Wallim, que trabalhou junto de Bandeira de Mello no BNDES.
“A minha relação com Eduardo [Bandeira de Mello] é de mais de 20 anos. Trabalhamos juntos no BNDES”, descreve Wallim, que destaca a postura não centralizadora do presidente. “Não é o perfil dele [ser centralizador], nunca foi assim. Somos um colegiado, mas ele [Eduardo Bandeira de Mello] sabe de todas as decisões”, conta.
Ainda segundo o dirigente, embora exista a possibilidade na teoria, uma inversão nos cargos em uma futura eleição é improvável. A tendência é que Eduardo Bandeira de Mello seja candidato natural à reeleição para que o grupo prossiga com seu projeto de profissionalização no poder.
“A próxima eleição é somente em 2015, mas a tendência natural é que o Eduardo seja o nosso candidato. Se tudo der certo, como esperamos que aconteça. Queremos que as ideias permaneçam. Que exista uma continuidade de nossos projetos e filosofia”, diz o dirigente, que descarta qualquer incômodo por ter cargo hierarquicamente abaixo do companheiro.
“O importante é que a nossa chapa ganhou as eleições”, decretou. “Não tem nenhuma vaidade entre ninguém. Este não é um projeto pessoal de ninguém aqui. Isso não afeta a vaidade de ninguém”, encerrou.









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