Na madrugada desta sexta-feira o ex-goleiro do Flamengo, Bruno, foi condenado a 22 anos de reclusão pela morte de Eliza Samúdio, amante e mãe de um filho do jogador. A condenação do ex-goleiro, que ainda tem alguns companheiros no grupo atual do Flamengo, foi assunto no CT Ninho do Urubu. A reportagem da Super Rádio Tupi, entrou em contato com o ex-vice de futebol do clube, Marcos Braz, que exercia a função na época em que Bruno jogava pelo Rubro-Negro. O ex-dirigente falou um pouco da relação com o jogador, do convívio entre outros assuntos.

Lamenta o desperdício da carreira de Bruno
“É um momento muito delicado na vida dele. Um atleta que passou por tantos momentos bons na carreira dele. Um goleiro que chegou ao maior clube da América Latina, foi campeão brasileiro em 2009, chegando ao ápice da carreira. Ele havia conquistado três campeonatos estaduais, duas Taças Rio, uma Taça Guanabara. Enfim, um atleta privilegiado em relação a títulos. Eu acho que um atleta que passou por tantos momentos bons na carreira, passando por isso agora, é lamentável.”
Fala da relação que tinha com o ex-goleiro
“O Bruno se eu falar para você que era uma pessoa meiga, não era, mas daí a ser o que estão querendo imputar a ele. Pelo menos na relação do dia a dia, não estou falando do caso da Eliza Samúdio, e sim na relação que eu tinha com ele. Foi um jogador extremamente importante para o Flamengo. Na parte técnica era um absurdo. Estaria tranquilamente disputando a Copa do Mundo de 2014. Ele tinha um convívio muito bom comigo na época de Flamengo.”
Faz um alerta para o mundo do futebol
“Esse negócio de más companhias é muito relativo. Mas é um convívio em que todos os jogadores têm. Tem aqueles ex-amigos, aqueles amigos antigos, que um vira motorista, outro vira pastor, o outro vira não sei o que. E o jogador profissional hoje, tem que saber o seguinte, tem muito dinheiro envolvido, tem muito poder em jogo então tem que ter mais tranquilidade nas decisões e muito mais tranquilidade na escolha das pessoas que andam do seu lado.”