‘Antídoto’ do Bota liga alerta, e Fla busca variações táticas para Taça Rio
Gol no início evidencia fragilidade do 4-3-3 em situações de desvantagem: ‘Procuramos explorar a velocidade, e eles nos tiraram isso’, resume Elias
Um esquema elogiado, bem sucedido, mas que não deu a resposta esperada diante do primeiro sinal de dificuldade. Escalado no 4-3-3 e com foco nas saídas em velocidade nos contra-ataques, o Flamengo surpreendeu e colecionou vítimas na primeira fase da Taça Guanabara. Moldado para o sistema, Rafinha brilhou, Hernane virou o “Brocador”, e o Rubro-Negro cravou a melhor campanha. Entretanto, bastou um minuto para o Botafogo dar um choque de realidade e ligar o alerta no Ninho do Urubu.
Com o gol de Julio Cesar logo no início da semifinal, domingo, o Alvinegro evidenciou a dificuldade de variação da maneira de atuar do Flamengo, que pela primeira vez na competição esteve em desvantagem no placar. O que se viu no Engenhão foi uma equipe travada, diante de um adversário que não se expunha, e 45 minutos de apatia - na segunda etapa, já no 4-4-2, o Rubro-Negro chegou a pressionar na base do abafa. O problema foi identificado também por Elias e passou a ser preocupação no período de 10 dias sem jogos, até a estreia na Taça Rio, dia 13, contra o Resende, em casa.
- Toda equipe errou logo no começo e perdeu a confiança com o gol aos 50 segundos. Temos que corrigir e não deixar que isso nos abata. Procuramos explorar a velocidade, e o Botafogo nos tirou esse ponto forte. Precisamos buscar alternativas - admitiu o volante.
Consciente da queda de rendimento no momento mais importante do ano até agora, Elias não escondeu que o Fla não fez muito para superar o Botafogo.
- Infelizmente, não merecemos chegar à final. Isso é algo que deve ser dito. Agora, é trabalhar para tentar a vaga na decisão do Carioca. O trabalho está sendo bem feito e vai continuar assim. Estamos no caminho certo. Em momento nenhum faltou dedicação, vontade de vencer.









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