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Patrícia Amorim critica decisão de direção do Fla e fala em 'revanchismo’


Ex-presidente do Rubro-Negro afirma que a decisão de acabar com as equipes principais de ginástica e judô deixa um dano imenso ao clube



Eduardo Bandeira posse novo presidente do Flamengo Patrícia Amorim (Foto: Marcelo Carnaval / Ag. O Globo)Eduardo Bandeira, novo presidente, e Patrícia
Amorim 
A ex-presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, fez duras críticas às decisões tomadas pela nova direção do clube de acabar com as equipes principais de ginástica e de judô. Em entrevista ao jornal “O Globo”, a antiga dirigente disse que a medida, divulgada na semana passada pelo vice-presidente de esportes olímpicos, Alexandre Póvoa, revela um revanchismo.

- O dano foi imenso. Faltou respeito da diretoria do Flamengo com os atletas. Sequer foram chamados para conversar. Quebrou-se um elo de confiança. Tem um lado de revanchismo. Não tenho dúvida. O Flamengo tinha modalidades olímpicas campeãs. Eles adoram falar do modelo do Minas e do Pinheiros, mas o Flamengo é o atual campeão brasileiro de natação e de ginástica, títulos conquistados na minha gestão. Agora, nem disputará - afirmou.
Apesar de acabar com as equipes de ponta das duas modalidades, alegando um déficit anual de R$ 14,5 milhões, a atual direção do Flamengo vai manter as bases de todos os esportes olímpicos. Patrícia, porém, afirmou que o Rubro-Negro nunca foi um clube de apenas escolinhas.
- Quando as pessoas não têm intimidade com um assunto e pleno conhecimento da história multiesportiva do Flamengo, um dano como esporte pode ser causado. O Flamengo é um clube de competição, não de escolinha. É assim desde a fundação.
Jade Barbosa, Diego Hypolito, Daniele Hypolito, coletiva Ginástica Flamengo (Foto: Wagner Meier/Agência Estado)Jade Barbosa, Diego e Dani Hypolito perdem
emprego 
A ex-dirigente também criticou a escolha dos esportes que seriam prejudicados. Segundo ela, o polo aquático foi preservado por questões políticas.
- O problema de dinheiro do Flamengo existe desde sempre. As modalidades cortadas foram todas individuais. Mas, sabe-se que as coletivas gastam mais. O vice-presidente manteve o polo aquático por questões políticas, pelos apoios que recebeu de lá. Mas acabou com o judô, que tem uma técnica campeã olímpica, atletas de ponta e custava R$ 25 mil mensais. Acabou com a ginástica, cuja estrutura custava em torno de R$ 80 mil e tinha campeões mundiais.
Além do judô e da ginástica, a natação também já havia sofrido com os cortes da nova direção, no fim do ano passado. O vince-presidente Alexandre Póvoa afirma que a modalidade gerava um déficit de R$ 5 milhões por ano. Patrícia, que recebeu críticas pelo valor do salário pago ao campeão olímpico Cesar Cielo, se defendeu afirmando que o nadador era responsável por todos seus gastos. 
- Cielo recebia R$ 80 mil mensais, dava uma nota fiscal e pagava oito profissionais de sua equipe, entre técnico, fisioterapeuta, preparador e nutricionista. Era zero de encargo para o Flamengo.

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